quarta-feira, 30 de junho de 2010

Meu Chão de Giz

Perdi a conta das vezes que você me deixa assim, chateada.
Por que não fala na cara que não quer mais? Foge feito o Diabo da Cruz. Não é capaz de assumir, que eu sou o brinquedinho que perdeu a graça. Sabe criança quando quer muito um brinquedo? Quando ganha perde a graça rápido. Aí ganha um novo brinquedo e joga aquele brinquedo em uma caixa e esquece. Me sinto assim. Um brinquedinho, guardado na caixa. Pior me sinto um cão medingando carinho. Mendigar afeto? Justo eu!
Mas por que eu me surpreendo? Desde o início foi assim. Você nunca deu importância pra mim. Sempre fui eu que corri atrás feito uma palhaça. Bem feito. Quem mandou não se valorizar?
Mesmo você sendo um cafajeste, adoro teu cheiro, tua voz do outro lado da linha, adoro até os 40 quilometros que nos separam. Quando olho tuas fotos, sinto confetes no ar. Nem acredito que você não tem uma foto minha. Nenhuma. E se eu morrer amanhã?! Como vai lembrar de mim? Para que lembrar? Não tenho a menor importância na tua vida. Sou só mais uma da lista.
Não é amor, mas por que me tratar assim. Só queria te ver mais uma vez. Você diz: -Quem sabe dia tal. E nunca chega o dia tal!
Eu entendi, você quer que eu vá embora e te poupe da culpa de me fazer sofrer ainda mais.
Você diz: -Não quero brigar com você. Porra briga comigo, me manda pro Inferno, mas por favor tenha uma atitude. Não me deixe no vácuo!
No mais estou indo embora...

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